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Conheça São Gonçalo do Rio de Baixo – MG




Sua História:

O Arraial que deu origem ao núcleo urbano do município de São Gonçalo do Rio abaixo, teve seu início ao alvorecer do século XVIII com a fixação do fenômeno bandeirante.
Em 1704 o desbravador Antônio Bueno encontrou minas ricas e abundantes, ao longo do Ribeirão Santa Bárbara trajeto do qual originou São Gonçalo entre 1710 a 1720. Em 1831, Manoel Dias de Freitas, juiz de paz, relatava um número de 2834 habitantes sendo 1750 livres e 1084 cativos. A localidade contava com conjunto arquitetônico de antigas fazendas, 13 engenhos de cana, 3 fábricas de ferro e 8 mineiros. Sua vocação aurífera era explorada por ingleses ao longo do Ribeirão Santa Bárbara e suas terras compunham-se de pequenas planícies e campos de criar.
O nome da cidade tem estreita relação com a origem das famílias Aranda, Moreira e os Barcelos Costa, estes de origem portuguesa, visto que São Gonçalo do Amarante é santo Português.
Em primeiro de junho de 1850, o antigo curato de São Gonçalo do Rio Abaixo filial da matriz de Santa Bárbara foi elevado a paróquia e seu primeiro vigário foi Manuel Antônio de Souza Vinagre.
Sua emancipação ocorreu em 30 de dezembro de 1962.

 

Principais Pontos Turísticos e Culturais

 

Embora não tenha sido encontrada documentação que estabeleça com precisão a data de fundação da Igreja Nossa Senhora do Rosário, é possível estimar sua construção nas primeiras décadas do século XVIII. Evidências disso são: a talha de seus três retábulos, enquadrado no estilo D. João V, introduzindo em Minas por volta de 1720/30, onde prevaleceu até por volta de 1760.
Há evidências arquitetônicas da alteração do edifício ao longo de sua existência, a exemplo do chanfro de sua fachada

principal, típico do século XIX.
Em 1821, as visitações de Dom Frei José da Santíssima Trindade registraram as seguintes impressões sobre a capela: no arraial tem capela de Nossa Senhora das Mercês e do Rosário, a qual é pobre, porém tem decência e limpeza nos ornamentos com três altares.
No final do século XIX, o vigário Manoel da Silva Torres empreende a reedificação da Capela de Nossa Senhora do Rosário. Várias campas e o assoalho se encontravam podres, sendo as primeiras supridas e o segundo renovado. A capela possuía então, um muro na frente e o adro era utilizado como cemitério.
A tradição oral atribui a ereção da capela aos sujeitos cativos que habitavam o arraial no século XVIII.
A Igreja Nossa Senhora do Rosário teve, no momento de sua formação, o caráter de dar acesso às praticas rituais católicas aos extratos socialmente desfavorecidos da população local. Sua própria arquitetura é que a da Matriz, e seus primeiros públicos foram cativos. Posteriormente, a igreja integrou-se à vida religiosa comunitária e ao calendário religioso local, constituindo uma referência cultural em São Gonçalo do Rio Abaixo. Está inserida em adro no centro histórico da cidade. O adro e praticamente plano, apresentando pequena declividade, perceptível através da baldrame de pedra lajeada aparente na parte posterior da igreja.
Do ponto de vista arquitetônico, a planta é composta por dois retângulos, um correspondente à nave, chanfrada na fachada principal, e o outro delimita a capela mor e a sacristia. O chanfro da fachada principal determina três acessos à Igreja e é característico da arquitetura bastante difundida no século XIX.

 

A Igreja Matriz de São Gonçalo do Rio Abaixo está intrinsecamente ligada à formação do núcleo urbano da sede do município. Foi construída justamente por estar a antiga capela em local inapropriado, considerando as tendências de urbanização naquele momento (década de 1730).
Posteriormente passou a se constituir em referência cultural da cidade, além de obviamente, religiosa. Não por acaso, seu adro foi escolhido pela comunidade para abrigar o cruzeiro do qual a municipalidade se orgulha.
A Igreja Matriz está implantada no ápice da região do município. Seu entorno, cujas ruas são em paralelepípedo, caracteriza-se por construções residenciais e poucas comerciais de no máximo dois pavimentos. Essa configuração propicia maior destaque à Igreja. Assim, o bem exerce imponência na paisagem, situação apropriada histórica e ideologicamente.
A edificação situa-se num adro e em forte aclive, composto por um cruzeiro, jardins coreto e chafariz. Sua amplitude espacial urbana favorece sua utilização pública e religiosa, acentuando a dinâmica cultural que se desenvolveu ao seu redor.

 

A Igreja de Santa Efigênia é preferencialmente conhecida pela população de São Gonçalo do Rio Abaixo como a “Igreja do Padre João”. De fato, quando já completava 50 anos de sacerdócio em São Gonçalo, o padre João José Marques Guimarães, prevendo sua aposentadoria, quis para si uma ultima morada na cidade na qual escolhera viver, bem como um templo onde pudesse celebrar, depois que já tivesse sido oficialmente substituído pela igreja. Assim fez construir uma casa e ao lado dela uma capela que muito lembra a de Nossa Senhora do Rosário.
A nova igreja foi construída através do trabalho voluntário da comunidade e inaugurada em 1946.
O que justifica a preservação da Igreja de Santa Efigênia não é portanto, sua originalidade arquitetônica ou antiguidade, mas o fato de que constitui uma manifestação material da memória coletiva, dotada de grande valor para os sujeitos que se esmeram em sua preservação , independente de uma determinação oficial para que isso seja feito.
A Igreja de Santa Efigênia construída em meados do século XX, é uma construção que registra a releitura popular da arquitetura da Igreja Nossa Senhora do Rosário.
Apresenta um pequeno adro, localizado no topo de uma colina, possui uma rampa de inclinação acentuada de acesso à porta principal, referenciando também a implantação das igrejas de leitura barroca em Minas Gerais.

 

Situada na rodovia de acesso a Itabira, a edificação data da segunda metade do século XIX, está registrado na parede da varanda o ano de 1862, caracterizando-se por elementos arquitetônicos vinculados ao colonial mineiro.
O sistema construtivo revela embasamento de pedra, estrutura autônoma em madeira, vedação em adobe e pau-a-pique. Definida por dois volumes distintos, a fachada frontal apresenta em primeiro plano dois pavimentos, e, em segundo plano, apenas um pavimento. O acesso principal faz-se por escadaria implantada à fachada lateral, que leva ao avarandado do segundo pavimento.
A Capela apresenta acesso externo pela varanda e interno por um cômodo de edificação; internamente, possui piso em tabuado e dois degraus de acesso ao altar principal e único. O forro abobadado apresenta cimalha em toda a extensão das três paredes internas e acompanha o coroamento do retábulo que corresponde ao altar principal.
Artesanato e Culinária

 

Das receitas passadas de pai para filho, o sabor dos produtos produzidos em São Gonçalo do Rio Abaixo é um atrativo de dar água na boca. E, das mãos delicadas dos são gonçalenses, surgem peças de artesanato que se diferem pela sutileza e criatividade com que arrematam os pontos que, de um a um, dão vida e brilho aos mais diversos ambientes.
O restrito mercado dos fabricantes de paiol, e também de dorna e ancorote (móveis para armazenar aguardente de cana) limita-se a pouquíssimos municípios em todo o País. Um desses fabricantes está em São Gonçalo do Rio Abaixo, constituindo técnica de produção guardada pela família e transmitida através de gerações.

 

Localizada no contra – forte da Serra do Espinhaço, a estação ambiental de PETI, está a 9 km de São Gonçalo do Rio Abaixo pela via de acesso secundário na MG 129 sentido Santa Bárbara. Teve o início de sua construção no final do século XIX e início do século XX (1903), construída pelos ingleses com o objetivo de alimentar a mineração de São Bento. Santa Bárbara foi iluminada em 1912 e em seguida São Gonçalo em 1928, forneceu durante esse tempo energia inclusive para Belo Horizonte. Com o crescente desenvolvimento da região ampliou-se o parque energético de PETI, e a mesma foi adquirida em 1946 pela Companhia Força e Luz ampliando sua produção energética para 9.6 MW. Em 1971 foi adquirida pela CEMIG, em 1983 houve a criação de pesquisa e desenvolvimento ambiental do PETI. Em janeiro de 2004 foi reconhecida como RPPN (Reserva Particular de Obtenção Natural). A reserva de PETI conta com uma área de 603ha de mata atlântica e cerrado, 678ha de espelho da água (área inundada). O nome PETI vem do tupi-guarani e significa tabaco. Hoje a estação desenvolve programas de combate de incêndio florestal, recuperação de matas nativas e ciliares, manejo criação e reintrodução de animais silvestres, trilha para deficientes visuais, educação ambiental para ensino fundamental e médio, apoio logístico à estudantes, convênio com a UFMG e PUC-MG e várias pesquisas na fauna e flora.

 

A igreja implantada em um adro gramado foi construída em alvenaria de tijolo com cobertura cerâmica. Destaque para o coro protegido por balaustres de madeira. Do cruzeiro, elemento mais significante do entorno, feito de madeira maciça e com símbolos da Paixão de Cristo, restou somente a base da ruína em pedras.

 

Cachoeira São José (área particular)

São 50 metros de queda d’água.
Como chegar: BR-381, no sentido de João Monlevade, entrar no acesso a Ponte Coronel e seguir até a Fazenda São José.

Fonte: Prefeitura de São Gonçalo do Rio de Baixo

Fonte da imagem: Pixabay

 

 

 

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